segunda-feira, março 28, 2016


A urgência do Adeus

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Eu sinto o adeus se aproximar como fumaça... Eu me sinto sozinha e amedrontada, mas, no fundo eu já até o desejo.
Eu penso nesse adeus como o início do fim dessa angústia que sinto sempre que lembro o quanto eu te adoro e o quanto tu não és meu.
Renuncia.
Essa palavra descreve o que estou prestes a fazer por mim ao abrir mão de me perder no teu abraço ou saciar-me de teus beijos.
Adeus.
Eu sei que esse é o fim inevitável do nosso lindo conto fora de contexto.
E eu fico passeando entre te querer com toda a força e desejar te deixar com toda urgência.
É que eu não posso mais viver um dia lutando para não chegar ao ponto de esperar o que não chegará. Nunca chegará... Teu amor.
Adeus.
Isso é tudo que nos resta, amor.

Com pesar,
Lady Mi

sábado, março 05, 2016


Te Quero...

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Eu não consigo te olhar nos olhos e confessar as tolices que me pego pensando, os sonhos bobos que andam fugindo à minha razão e, simplesmente, existem.
Eu não consigo te dizer que me pego pensando em como seria maravilhoso se decidisses ficar aqui mesmo, no aconchego dos meus braços por anos e anos. Olhe que curiosa essa tortura: acabo de perceber que até aqui, neste diário virtual onde tu certamente nunca pousará os olhos, eu temo escrever o que tenho desejado secretamente. Talvez o confesse a uma amiga, só pra não sufocar. É que te quero tanto que a razão não tem lugar no meu desejo por ti. O que sinto é louco, irracional, forte... Surreal! Te quero. É simples e extremamente complicado, já que eu cheguei tarde à tua vida e não estavas mais disponível. Responda-me você: é possível chegar atrasado para sua própria felicidade? Sinto-me atrasada em relação a ti. Cheguei tarde, tarde para te ter, tarde para te querer, tarde para te fazer feliz. E, como tudo é tarde na nossa história, é também tarde para me dizer que não posso ou não devo me apaixonar... Te quero. Eu já apaixonei-me. E foi desde o momento em que pousei os olhos em ti. É crescente e constrangedor... Te quero.

Lady Mi.